Clássicos do cinema e filmusicais movimentam as plataformas de streaming durante o Carnaval

Plataformas de streaming e redes sociais substituem televisão aberta. Foto: Reprodução
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As pessoas que amam o Carnaval, mas preferem prestigiá-lo no conforto doméstico — poderão assistir à Seleção Especial de Carnaval das plataformas de streaming sem nenhuma complicação.

Confira algumas dicas:

Nos cinemas, os antifoliões, aqueles que querem mesmo fugir da alegria ruidosa do Carnaval, encontrarão os principais títulos da Safra Oscar. Muitos dos indicados estão disponíveis em plataformas de peso como a Netflix (“A Sociedade da Neve”, “Rustin”, “Maestro”, “Nyad”, “American Symphony” e “Nimona”), na Apple TV (“Assassinos da Lua das Flores”), na Amazon (“Oppenheimer”) e na Paramount (o chileno “A Memória Infinita”).

Os espectadores radicalmente avessos ao Carnaval poderão usufruir de ótimos títulos no Belas Artes à la Carte, na Reserva-Imovision, na Mubi, no Globoplay e no Curta! On.

A plataforma do Sesc – Sesc Cinema em Casa – somou filmes ligados ao Carnaval, sem esquecer os clássicos. E que clássicos! Durante os feriados da Folia, os cinéfilos poderão apreciar três filmes de Louis Malle (1932-1995): “Ascensor para o Cadafalso” e “Os Amantes” (ambos de 1958), e “Zazie no Metrô” (1960). Todos imperdíveis. Mesmo que, para muitos, as obras-primas do discreto provocador francês sejam “O Sopro do Coração”, com incesto no centro da trama, e “Lacombe Lucien”, este, a anatomia da trajetória de um colaboracionista.

O Sesc Cinema em Casa, considerado a plataforma mais desburocratizada do país – pois é daquelas que não criam empecilhos nem aos leigos internéticos – conta com um segmento de filmes apresentados sob a convocação Não Perca!. O dessa semana carnavalesca é o documentário “Antonio Lopez 1970: Sex Fashion & Disco”. O filme apresenta um dos ilustradores de moda mais influentes dos anos 1970, que circulava por Paris e Nova York, ao lado de amigos e colaboradores como Jerry Hall, Jessica Lange, Grace Jones e Karl Lagerfeld. Trata-se de atração exclusiva do Sesc Digital. “Sex Fashion & Disco” continuará disponível até 14 de março. Um lembrete aos espectadores interessados em ver os filmes do Sesc digital: eles permanecem por poucas semanas na plataforma. Então, fiquem atentos.

“De Volta à Córsega”, de Catherine Corsini

A Globoplay, plataforma brasileira de grande porte – situada no ranking da Ancine como aquela que mais espaço dedica à produção nacional – tem dezenas de filmes ficcionais e documentais em sua lista de ofertas. Até porque engloba filmes apresentados pelo Canal Brasil, projeto que une a própria Globo a um grupo de sócios-cineastas (entre eles Luiz Carlos Barreto, Zelito Viana e Aníbal Massaini). Os dados recém-apresentados pela Ancine mostram que a plataforma da Globo dedica 35,2% de sua programação ao audiovisual brasileiro, contra 3,8% da Netflix e 1,3% da Disney. “Andança – Os Encontros e as Memórias de Beth Carvalho”, de Pedro Bronz, pode ser visto no Canal Brasil Play. E “Soldado Estrangeiro”, de José Joffily e Pedro Rossi, na Globoplay.

O CurtaOn, que pode ser acessado como “selo” da Prime Video, tem excelente oferta de documentários para seus espectadores. Por tratar-se do braço digital do Canal Curta! (TV por assinatura), ele permite a quem não consegue assistir a um filme em horário fixo, resgatá-lo no streaming no dia e momento que desejar. A programação, de mais de 1.500 títulos, inclui clássicos de Leon Hirszman (como o curta “Nelson Cavaquinho”) e produções contemporâneos (“Alceu – Na Embolada do Tempo”, de Paola Vieira, “O Desmonte do Monte”, de Sinai Sganzerla, “Clara Estrela”, de Susana Lira e Rodrigo Alzuguir, “Espero Tua (Re) Volta”, de Eliza Capai, e o imperdível “Garoto – Vivo Sonhando”, de Rafael Veríssimo, este por sua raridade. Único longa documental brasileiro dedicado ao resgate da trajetória do virtuose do violão, Aníbal Augusto Sardinha (1915-1955). E, vale um lembrete, que os espectadores fiquem atentos ao importante documentário “Noite e Dia: Lima Barreto, Obra & Vida”, de Rodrigo Grota, sobre o autor de “Policarpo Quaresma” e “Clara dos Anjos”.

O CurtaOn também oferta joias estrangeiras, como a série “Minha Viagem pelo Cinema Francês”, de Bertrand Tavernier, e “Império dos Sentidos”, documentário de 52 minutos, dirigido por David M. Thompson, sobre o maior clássico erótico de todos os tempos, uma ousada criação de Nagisa Oshima. No Brasil e em outras partes do mundo (inclusive no Japão) “Império do Setido” causou escândalo. A censura da ditadura militar o interditou. Quando foi liberado, levou quase 6 milhões de brasileiros aos cinemas. Bilheteria jamais vista por um filme japonês em nosso circuito.

A Mubi, plataforma que abre espaço para o cinema de empenho artístico oriundo de diversas geografias, merece ser vasculhada pelos que desejam conhecer filmes novos ou clássicos. Até dia 12 próximo, a plataforma apresenta a décima-quarta edição do My French Film Festival, com produções de expressão francesa (vindas da Bélgica, Canadá-Quebec, Suíça, África magrebiana e a da França, claro). O festival digital propõe-se a mostrar filmes (15 curtas e nove longos) de jovens realizadores. E de pelo menos um nome consagrado. Neste ano, a escolhida é a grande, imensa, realizadora franco-belga Agnès Varda (1928-2019), de quem será apresentado o documentário “Jane B. de Agnès V.”. Ou seja, a atriz e cantora Jane Birkin vista pela diretora de “Cleo de 5 às 7” e “Os Catadores e Eu”.

Na plataforma Mubi merece conferência: a mostra dedicada aos primeiros filmes de realizadores hoje consagrados. Os escolhidos incluem “De Punhos Cerrados”, do mestre Marco Bellocchio, a “A Batalha de Solferino”, da francesa Justine Triet (que está causando furor com “Anatomia de uma Queda”); “Gosto de Sangue”, dos Irmãos Coen, a “Corpo Celeste”, de Alice Rohrwacher; “Seguinte”, de Christopher Nolan, a “Chocolate”, de Claire Denis; “Desordem”, de Olivier “Carlos” Assayas, a “O Guardião”, do argentino Rodrigo Moreno (não percam, do mesmo realizador e na Mubi, o instigante e recente “Os Delinquentes”).

Há outros estreantes no cardápio da plataforma: “Uma História de Amor Sueca”, de Roy Anderson, “Tempos de Decisão”, de Noah Baumbach, “Frances Ha”, de Greta Gerwig, “The Guitar Mongoloid”, do amado-odiado Ruben Östlund, detentor de duas Palmas de Ouro, “Remédio para Melancolia”, de Barry “Moonlight” Jenkins, e “Adorável Rita”, de Jessica Hausner. O brasileiro Kleber Mendonça comparece com três curtas (“Noite de Sexta Manhã de Sábado”, “Eletrodoméstica” e “Recife Frio”).

 

Para ler a matéria completa, clique aqui: Revista de cinema

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