Do Rio Negro para os aquários do mundo: a exportação de peixes ornamentais do Amazonas

Pescador amazonense em capacitação de pesca ornamental. Foto: Arthur Castro - SECOM
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O aquarismo é uma prática mais antiga do que se imagina. A criação não só de peixes, mas de algas, dentre outros seres aquáticos já era comum no Antigo Egito. Tanques de argila com frente em vidro faziam parte da decoração de palácios e templos, além de servir para estudos terapêuticos e comportamentais sobre o nado dos peixes.
No Brasil, a 1º Mostra de Aquários, em 1922, marca sua popularização e faz desse, um mercado que vem crescendo muito nos últimos anos, impulsionando, assim, a pesca e a exportação de peixes ornamentais no país. Até 2014, o Brasil exportava cerca de 20 milhões de peixes ornamentais de água doce por ano. Só o Norte é responsável por mais de 90% dessas exportações, sendo 60% do estado do Amazonas e 30% do Pará.

 

Espécies mais exportadas

No Amazonas, a maior área de pesca é o Alto e o Médio Rio Negro. É ali que estão as mais exuberantes e raras espécies, o que acaba atraindo os olhares de aquaristas estrangeiros. Dentre as espécies ornamentais mais exportadas do estado, estão o peixe-borboleta, o peixe lápis, o acará-disco e o tetra cardinal.

  • Peixe-borboleta (CarnegiellaStrigatta)

Possui esse nome por gostar de saltar batendo as nadadeiras, simulando um voo, o que faz parte da dança de acasalamento da espécie.

 

  • Peixe lápis (Nannostomusmarginatus)

Conhecido também comotorpedinho ou zepelim, é um dos mais encontrados no aquarismo. Uma de suas características principais é a mudança de cor durante a noite.

 

  • Acará-disco (Symphysodondiscus)

Uma das espécies mais valorizadas e únicas da Amazônia. Possui formato de disco e cores variadas, além de listras no corpo. Também pode ser encontrado em outros rios amazônicos, como o Abacaxi e o Trombetas.

 

  • Tetra Cardinal (Paracheirodonalxerodi)


O peixe ornamental mais abundante e cobiçado, principalmente por sua coloração neon em vermelho e azul. Representa mais de 80% dos peixes exportados por ano na região.

​Barcelos e o Festival do Peixe Ornamental

Barcelos é a cidade amazonense que mais exporta peixes ornamentais, sendo ali o principal ponto de comercialização e de transporte dos peixes capturados no Alto e Médio Rio Negro. De lá, os animais embarcam e seguem em caçapas (caixas plásticas) para a capital, onde serão exportados para outros continentes, como Ásia e Europa.
São mais de 60 anos da pesca ornamental em uma cidade onde cerca de 80% da população tem relação econômica com o mercado. Aproximadamente 1000 famílias estão envolvidas ativamente em todos os processos de comercialização de peixes.
Com o intuito de festejar e divulgar sua principal atividade econômica, a cidade realiza, há 27 anos, o Festival do Peixe Ornamental de Barcelos, que acontece no mês de janeiro, mas está suspenso devido a pandemia.
A principal atração é o duelo entre os peixes Cardinal e Acará-disco. Fazendo uma alusão ao Festival de Parintins, as apresentações acontecem no Piabódromo (de piaba, peixe pequeno), arena com capacidade para oito mil pessoas. As agremiações se dividem em azul e vermelho, cores do peixe cardinal, e preto e amarelo, cores do acará-disco.

Selo de Indicação Geográfica

​Os peixes ornamentais das cidades de Barcelos e de Santa Isabel do Rio Negro possuem selo de Indicação Geográfica (IG).
O selo IG se torna um diferencial no mercado nacional e internacional. É ele que aponta a origem geográfica de um produto, assegurando sua qualidade e reputação.
É a primeira vez que um organismo vivo recebe esse tipo de certificação que, até então, era concedida apenas a produtos. No estado do Amazonas, alimentos como o guaraná de Maués e a farinha de Uarini também possuem selo de IG.

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