Manaus, 8 de dezembro de 2021
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Manaus recebe laboratório internacional de narrativas artísticas para discutir mudanças climáticas

Teles Pires: o rio mais impactado por hidrelétricas na Amazônia Foto: Juliana Pesqueira
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Focado no protagonismo e nas vozes indígenas que habitam a região amazônica, é  realizado pela primeira vez na América Latina o “Climate Story Lab Amazônia”, evento dedicado à construção de narrativas artísticas para pulverizar informações sobre a urgência de se discutir as mudanças climáticas globais. O evento é realizado pela organização Doc Society e correalizado por “Matapi”, programação dedicada a impulsionar o audiovisual  da região Norte do Brasil, e o “Hackeo Cultural”, organização dedicada à construção de práticas narrativas em defesa da vida.

O “Climate Story Lab Amazônia” de 23 a 27 de  novembro, tem  formato  híbrido, online e semipresencial em Manaus (AM), no Casarão da Inovação Cassina, reunindo  representantes de sete projetos artísticos que abordam as mudanças climáticas e defesa do território dos povos originários, comunidades ribeirinhas e quilombolas. Os projetos são: “Uyra – A Retomada da Floresta” (Brasil), “Rádio Savia” (Colômbia e México), “Quentura” (Brasil), “Teles Pires: o rio mais impactado por hidrelétricas na Amazônia” (Brasil), “Série jornalística – Sabedores e memórias da Amazônia em risco de crise climática e pandêmica” (Colômbia  e Equador), “Imagine2030” (Brasil) e Autodemarcação e Fiscalização da TI Sawré Muybu (Brasil).

A ideia é criar pontes entre ações já existentes no território amazônico, como força política e de resistência cultural para descolonizar olhares e práticas. “A urgência do debate das mudanças climáticas traz consigo a urgência da comunicação com a sociedade como um  todo. Dado os contextos políticos da América Latina e a crise de representatividade nos espaços de poder, queremos impulsionar projetos com potencial de impacto social a fim de gerar compromisso com ações que contribuam para mudanças nas nossas práticas de vida e consumo”, defende Rodrigo Antonio, realizador e pesquisador paraense, organizador e anfitrião do evento.

Projetos selecionados

Os sete projetos selecionados para o Climate Story Lab Amazônia vão receber consultorias de diferentes agentes do mercado audiovisual e de comunicação, bem como seus representantes participarão de encontros com especialistas culturais atuantes no campo da construção de campanhas e distribuição de impacto social. O objetivo é promover formação e potencializar os projetos – que abrangem curta e longa-metragem, um podcast e um projeto de microssérie documental para internet – em distintos campos artísticos e comunicacionais.

“A comunicação sobre as mudanças climáticas é fundamental, necessitamos que as melhores histórias cheguem a audiências mais relevantes. Partindo desta convicção, o Climate Story Lab Amazônia vai catalisar os projetos audiovisuais emergentes e urgentes que estão saindo da região conectando com quem está na vanguarda sobre o debate da crise climática”, afirma a produtora de impacto colombiana, Vanessa Cuervo, uma das coordenadoras do evento.

Programação

A programação terá mesas redondas, oficinas, mapeamento de líderes políticos, e vai reunir artistas, pesquisadores, representantes de instituições ambientais e de sustentabilidade, organizações não governamentais, com pontos de vista distintos e complementares que compreendem o período crítico e urgente que nos pede mudanças na estrutura e na micropolítica de nossas comunidades e sociedade civil como um todo.

Integram a programação lideranças políticas, ativistas, mobilizadores sociais e representantes de distintos campos artísticos e de defesa da Amazônia, como Paloma Costa, atual membra do conselho geral da ONU sobre Clima, que vai estar em diálogo com as jovens ativistas indígenas, Txai Suruí e Beka Munduruku para discutir sobre ações da juventude e a mobilização nas redes sociais. O cineasta, curador e formador de comunidades indígena na Venezuela e Colômbia, David Hernández Palmar, e o escritor Daniel Munduruku compartilharão suas visões de como as narrativas, nos distintos formatos e linguagens, podem contribuir para luta pela justiça climática, e compõe esse diálogo também a documentarista e jornalista Elaíze Farias, cofundadora da organização Amazônia Real.

Ainda como parte da programação, Luciana Gatti (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais  – Inpe), ao lado de Brenda Brito (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia – Imazon), Márcio Astrini (Observatório do Clima), e Marcivana Sateré-Mawé (Coordenação de Povos Indígenas de Manaus e Entorno – COPIME), debaterão por meio de dados atualizados, vivência e luta das comunidades amazônicas, os aspectos de defesa e demarcação de terras na Amazônia. Os debates por meio dos painéis formativos do evento terão ainda nomes de relevância da luta pela terra e questões climáticas.

Sobre a Doc Society e o Climate Story Lab

A Doc Society é uma organização sem fins lucrativos fundada em 2005, comprometida em viabilizar grandes documentários e conectá-los a públicos em todo o mundo, com sede em Londres e Nova York, em atuação com diversos cineastas e parceiros. O Climate Story Lab é uma realização da Doc Society motivada pela compreensão de que comunicar sobre as mudanças climáticas é urgente. O laboratório é um espaço de articulação, conexão e reflexão sobre formas e ferramentas das narrativas audiovisuais e artísticas em geral, tendo o público como um agente mobilizador fundamental das transformações sociais. O evento vem sendo realizado em distintos países com organizações locais que adaptam a  metodologia às suas realidades.

CONFIRA

Conheça mais sobre os sete projetos selecionados para a primeira edição do CSL. Amazônia e para participar do evento, confira novidades em: https://amazonia.climatestorylabs.org/.

Informações e dúvidas: [email protected]

 

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