MapBiomas alerta: Brasil tem cada vez menos água

Com secas, superfícies de água diminuíram pelo segundo ano seguido. Foto: © Marcello Casal jr/Agência Brasil
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As secas pelo país levaram o Brasil a registrar redução na superfície de água pelo segundo ano consecutivo. A perda total no ano passado foi de 400 mil hectares, uma área maior do que duas vezes e meia a cidade de São Paulo. Em 2023, a redução da superfície de água no país foi ainda maior: 571 mil hectares, uma área do tamanho de todo o Distrito Federal. Os dados são de uma pesquisa do MapBiomas, divulgada nesta sexta-feira (21/3), que analisou números dos últimos 40 anos.

 

O Pantanal foi o bioma mais prejudicado, perdendo 61% da cobertura no ano passado. Segundo os pesquisadores, a ocupação e o uso da terra no Brasil, junto com eventos climáticos extremos causados pelo aquecimento global, deixam o país mais seco.

 

Isso liga o alerta sobre a necessidade de estratégias adaptativas de gestão hídrica e políticas públicas. Em dois anos, a área seca no país cresceu mais de 900 mil hectares, o equivalente a duas vezes o Distrito Federal.

 

Em 2024, houve redução de 2% da cobertura de água em relação a 2023, passando de 18,3 milhões de hectares para 17,9 milhões de hectares. O número é 4% abaixo da média da série histórica, o que confirma uma tendência de redução, como explica a pesquisadora do MapBiomas Água, Mariana Dias.

 

“Isso foi muito influenciado pela grande seca da Amazônia. A Amazônia enfrentou em 2024 um período de seca extrema, sem precedentes, com grandes rios secando, muitas áreas ficando emersas e, paralelamente, a gente observou grandes cheias, enchentes sem precedentes na região sul do país, no bioma Pampa, na transição do Pampa com a Mata Atlântica, que ocasionaram um grande impacto para a população.”

 

A pesquisa também mostra que, desde 2009, apenas o ano de 2022 registrou aumento da superfície de água no Brasil, sendo que oito dos dez anos mais secos ocorreram na última década. Além disso, a água armazenada em hidrelétricas, reservatórios e áreas de mineração cresceu 54% em relação a 1985, ou 1,5 milhão de hectares a mais.

 

Mas esse ganho não reverteu a tendência geral de redução. No ano passado, a maior perda foi registrada em rios e lagos, que respondem por 77% da cobertura de água no Brasil, com redução de 15%, ou 2,4 milhões de hectares a menos de superfície natural em comparação com 1985.

 

A Amazônia, que tem mais da metade da água do país, sofreu uma seca extrema no ano passado e teve queda de 3,6% em relação à extensão média de água no bioma.

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